A atividade industrial do Rio Grande do Sul, na comparação entre janeiro de 2010 e de 2009, registrou crescimento de 20,9%, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE) na manhã desta quarta-feira (10). Já em relação a dezembro frente ao primeiro mês deste ano, o avanço foi de 3,2%.
Os índices regionais da produção industrial, nessa mesma base de comparação (dezembro para janeiro), descontados os efeitos sazonais, tiveram crescimento generalizado em 13 dos 14 locais pesquisados. Os destaques são Espírito Santo (5,6%), Ceará e Pernambuco (ambos com 5,4%) e Paraná (4%). As demais altas foram observadas nos seguintes locais: região Nordeste (3,7%), São Paulo (3,0%), Pará (3%), Bahia (2,5%), Goiás (2,2%), Minas Gerais (1,7%), Santa Catarina (1,1%) e Rio de Janeiro (0,3%). A única exceção foi o Amazonas (0%) que repetiu o patamar do mês anterior. A média do país foi de 1,1%.
A variação positiva na produção industrial gaúcha em janeiro de 2010 é a oitava consecutiva, acumulando nesse período ganho de 16,9%. Com isso, o índice de média móvel trimestral cresceu 2,7% na passagem de dezembro para janeiro e manteve a trajetória ascendente observada desde março de 2009.
O avanço frente a janeiro de 2009 representa a terceira taxa positiva consecutiva, com ritmo de expansão acima dos 7,6% assinalados no último trimestre do ano passado, ambas as comparações contra igual período do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos doze meses permanece apontando taxa negativa (-4,3%), mas com redução no ritmo de queda frente a novembro (-9,9%) e dezembro (-7,2%).
A aceleração de 20,9% no indicador mensal contou com nove dos 14 setores pesquisados assinalando taxas positivas. Os principais impactos positivos vieram de produtos químicos (113,9%) e de veículos automotores (46,6%), ambos influenciados pela baixa base de comparação, em virtude de paralisações não programadas e concessão de férias em janeiro de 2009. Vale também destacar os avanços vindos de mobiliário (86,8%), máquinas e equipamentos (18,4%), refino de petróleo e produção de álcool (12,2%) e metalurgia básica (71,1%). Nesses setores, sobressaem as altas na fabricação dos itens: polipropileno; reboques; mesas metálicas; silos metálicos; óleo diesel; e barras de aço. Em contraposição, alimentos (-3,8%) exerceu a maior contribuição negativa sobre a média geral, pressionada principalmente pelo decréscimo na produção dos itens carnes e miudezas de aves e leite em pó.
Fonte: Jornal do Comércio
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