Termina em 2010 o prazo de pagamento de cerca de oito mil contratos com o Sistema Financeiro de Habitação feitos no Rio Grande do Sul. Os mutuários se espantam, no entanto, quando ficam sabendo que tem ainda que pagar um alto saldo devedor. São financiamentos não cobertos pelo Fundo de Compensação das Variações Salariais, que compensava a dívida.
Enquanto a prestação subia 5% ao ano, o saldo devedor aumentava 15%. O presidente da Associação dos Mutuários da Região Sul, Adilson Machado, alerta que o banco pode vir a tomar o imóvel, se a dívida não for paga.
- Há casos em que o saldo devedor fica acima do valor do próprio imóvel financiado.
O mutuário pode entrar com processo administrativo na instituição financeira para rever o saldo devedor, mas Machado afirma que a decisão geralmente não é favorável ao cliente. A outra saída é ajuizar uma ação revisional. Há casos em que a pessoa até recebe dinheiro de volta.
- Algumas decisões da Justiça apontam que não há mais saldo a pagar. Em alguns casos, uma perícia contábil mostra que há saldo credor, inclusive, porque o mutuário pagou mais do que deveria.
Segundo Machado, os contratos atualmente trazem correções mais equilibradas. O Rio Grande do Sul não está entre os Estados com maior número de contratos, mas os valores dos financiamentos estão entre os mais altos do País.
Fonte: Zero Hora
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