O Banco Central anunciou ontem um aumento na alíquota do chamado compulsório para 15%. Durante a crise, para liberar mais recursos para o mercado, o banco reduziu o percentual para 13,5%. Além disso, o BC limitou a 45% o valor que os bancos poderão abater do compulsório relativo à aquisição de ativos de bancos menores. Até agora, eles poderiam abater o valor total. Com a medida haverá um recolhimento líquido ao BC de mais de R$ 70 bilhões. "O que estamos anunciando é um retorno às condições de compulsório que prevaleciam no início da crise", afirmou o presidente do banco, Henrique Meirelles.
De acordo com nota divulgada pelo BC, as medidas dão continuidade à reversão daquelas adotadas para o combate à crise econômica a partir de outubro de 2008. As medidas adotadas durante a crise liberaram R$ 99,8 bilhões "ajudando a mitigar a escassez de crédito e melhorar sua distribuição para bancos médios e pequenos", afirma nota do BC.
Por meio do compulsório, os bancos são obrigados a depositar em uma conta no próprio BC parte dos recursos captados dos seus clientes nos depósitos. Quando aumenta o compulsório, o BC dá menos dinheiro para emprestar aos seus clientes. Com isso, o banco pode ter uma redução do crédito que levaria a uma diminuição nas compras, o que causaria menos pressão na inflação e evitaria alta nos juros.
O BC ampliou ainda o limite de isenção de recolhimento do compulsório de R$ 10 mil para R$ 500 mil. O recolhimento passa a ser feito em espécie e remunerado pela Selic. Além disso, será considerado o tamanho do banco para determinar o valor exato do recolhimento.
Fonte: Jornal do Comércio
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