sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Inflação tende a ser comportada em 2010

Apesar da pressão de serviços e preços administrados, a inflação cedeu em 2009 na esteira de menores reajustes de alimentos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – fechou o ano em 4,31%, abaixo do centro da meta do governo, de 4,5%. É a menor taxa desde 2006 (3,14%).

Na avaliação da coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, a crise econômica “ajudou muito a conter a inflação”. Ela explica que, com a crise, ocorreu uma redução da demanda internacional por alimentos, o que evitou reajustes mais altos nesses produtos no mercado interno. Além disso, houve influência do dólar mais baixo sobre os preços de diferentes produtos.

Na ponta que puxou o índice, o ano foi marcado pela aceleração dos preços administrados – que carregaram em seus contratos o índice maior de 2008, de 5,9% – e dos serviços, puxados por reajuste real do salário mínimo, renda e emprego em alta e demanda reaquecida após a crise.

Preços administrados devem subir menos

Mesmo com o refresco de 2009, o economista Fábio Romão aponta sinais de pressão à vista. Ele prevê o início de um novo ciclo de alta do juro a partir do segundo semestre, quando a economia crescerá com mais força e imprimirá uma pressão maior especialmente sobre os preços dos serviços.

Com o uso da política monetária, especialistas preveem que o IPCA feche 2010 pouco abaixo do centro da meta, também de 4,5%. A expectativa é que os preços administrados subam menos graças à deflação do IGP-M em 2009 (-1,72%) – balizador de contratos de aluguéis e energia elétrica, entre outros.

O IPCA, calculado pelo IBGE desde 1980, reflete o custo de vida para famílias com renda mensal de um a 40 salários mínimos. A pesquisa é feita em 11 regiões metropolitanas.

Fonte: Zero Hora

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