quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Decisão do Copom não afetará liderança do Brasil no ranking de juros mais elevados do mundo

Embora a expectativa de analistas e executivos seja de elevação da taxa básica de juros (Selic) ao longo de 2010 por conta do reaquecimento do consumo, a decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (27) não deverá trazer grande impacto na taxa de juros reais – descontada a inflação praticada pelo mercado. O resultado é de um levantamento da UpTrend.

Para o economista-chefe da consultoria, Jason Vieira, a expectativa é que a primeira reunião do Copom de 2010 resulte na manutenção da Selic em 8,75% ao ano. “A atual política monetária deve tardar a se alterar e os juros no atual patamar serão uma realidade por boa parte de 2010”, disse.

Essa projeção está baseada no desempenho da inflação, que está contida embora recentes altas sazonais, em uma atividade econômica que não está próxima de sua capacidade máxima e em um cenário cambial favorável às importações, caso retomada a valorização do real frente ao dólar.

De acordo com a pesquisa, caso a Selic seja mantida ou elevada em até 0,5 ponto percentual, o Brasil manterá a liderança do ranking de países que mais remunera juros do mundo.

No caso de alta de 0,25 ponto percentual, a taxa de juros reais passa dos atuais 4% para 4,2% ao ano. Se o Copom optar por um acréscimo de 0,5 ponto percentual, esse indicador subirá para 4,4%. A Indonésia, que aparece como segunda colocada, pratica uma taxa de 3,6%, enquanto a China, terceiro lugar do ranking, 3,3%.

Embora seja a alternativa menos cogitada pelo mercado, caso a Selic sofra redução de 0,5 ponto percentual, o Brasil será superado pela Indonésia, atingindo taxa de juros reais de 3,5%.

Já no ranking de juros nominais, hoje o Brasil empata na terceira posição com a Rússia (8,75%), ficando atrás somente da Argentina (9,88%) e da Venezuela (17,25%).

Fonte: Financial Web

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