segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mercado eleva pela 11ª vez projeção para inflação em 2010

Os analistas do mercado financeiro elevaram pela 11ª vez a estimativa para a inflação em 2010. A projeção divulgada nesta segunda-feira pelo boletim Focus para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo governo como meta, subiu de 5,16% para 5,18%. O valor se distancia ainda mais do centro da meta para a inflação no ano, que é de 4,50%.

A estimativa para o IPCA em 2011 aumentou de 4,70% para 4,74%. Em relação à inflação de curto prazo, a expectativa para o IPCA de março subiu de 0,48% para 0,49%. Para abril, a projeção foi mantida em 0,40%.

O dado do IPCA de março deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 8 de abril.

A estimativa para a taxa básica de juros (Selic) para o fim de 2010 manteve-se em 11,25% ao ano. A estimativa para a taxa no fim de 2011 também foi mantida em 11% ao ano. O mercado manteve ainda a estimativa de que o início do processo de alta dos juros ocorra já neste mês, com aumento de 0,50 ponto porcentual na Selic, para 9,25% ao ano. Atualmente, a Selic está em 8,75% ao ano.

PIB

A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010 apresentou leve melhora na pesquisa semanal Focus. No levantamento realizado junto a instituições financeiras, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de um avanço de 5,51% para um crescimento de 5,52%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%.

No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 subiu de 8,95% para 9%. Para 2011, a projeção para o desempenho da indústria permaneceu em alta de 5,00%.

Câmbio e contas externas

Os analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 ficou em R$ 1,80. Para o fim de 2011, a expectativa para a moeda americana subiu de R$ 1,85 para R$ 1,90. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2010 permaneceu em R$ 1,82.

O mercado financeiro também manteve as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano continuou em US$ 50 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos seguiu em US$ 60 bilhões.

Já a previsão de superávit comercial em 2010 manteve-se em US$ 10 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial subiu de US$ 3,55 bilhões para US$ 4,50 bilhões.

Analistas reduziram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 de US$ 38,3 bilhões para US$ 38 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu inalterada em US$ 40 bilhões.

Fonte: Zero Hora

Venda de carros foi recorde em março no Rio Grande do Sul

Os gaúchos compraram 20.624 veículos no mês passado. O resultado atinge recorde de vendas. A marca anterior era setembro de 2009, quando foram vendidos 19.401 veículos.

A comercialização foi estimulada pelo fim do IPI reduzido para carros bicombustível de motor até 2.0. O imposto retomou a alíquota integral na quinta-feira passada, primeiro de abril. Com isso, o destaque de vendas foram os automóveis de passeio e os comerciais leves.

O presidente do Sindicato das Concessionárias de Veículos no Rio Grande do Sul avisa que ainda há estoque de carros com imposto reduzido para atender a procura até o meio do mês. Depois, Hugo Pinto Ribeiro acredita que o setor buscará alternativas para não deixar as vendas despencarem.

- Ainda será analisado o movimento do mercado. Mas montadoras e concessionárias devem negociar e buscar alternativas, como bônus e descontos.

Durante os 15 meses que vigorou a alíquota reduzida do IPI, as vendas registraram crescimento médio entre 15% e 20%. A desoneração foi uma medida do Governo Federal para reativar o consumo durante a crise mundial. Calcula-se que o imposto reduzido tenha acrescentado 48 mil carros à frota gaúcha no período.

Fonte: Zero Hora